Perm: a cidade da revolução cultural e uma visita ao museu do gulag

Continuando nos trilhos da Transiberiana, resolvi parar em outra cidade que os viajantes geralmente não visitam. – Perm. Com pouco mais de 1 milhão de habitantes, esta cidade industrial é a última grande urbe antes dos montes Urais, que dividem geograficamente a Europa da Ásia.

Cheguei numa noite chuvosa e a primeira impressão não foi das mais positivas. Senti um pouco de perigo nas imediações da estação de trem, mas mesmo assim resolvi caminhar até a rua principal (a esta altura do campeonato, acho que não preciso dizer que o nome da rua principal é Lênin, como em quase todas as cidades russas). Cheguei ao albergue “Hostel P”, bem no centro, e achei que a minha impressão da cidade fosse melhorar no dia seguinte. Não foi o que aconteceu.

Mal sabia eu que a parte mais interessante de Perm não era sua arquitetura ou seu centro, mas justamente a relação do cidadão com o espaço urbano. Muitos artistas (amadores e profissionais) vêm há pelo menos cinco anos movimentando a cena artística da cidade, seja com intervenções urbanas seja com novas galerias e espaços culturais institucionalizados ou alternativos. Não vou escrever muito sobre isso aqui no blog porque vai ser tema pr’uma matéria, com certeza. Mas já adianto que chegam a chamar de Revolução Cultural o movimento que dizem ter começado em Perm em 2008.

Além de andar e observar a arte das ruas, a minha sugestão é visitar a Pinacoteca do Estado de Perm, que tem uma ótimo coleção e está instalada em um edifício que já foi uma catedral ortodoxa. Outro museu que merece atenção é de Arte Contemporânea. Os dois já valem a visita à cidade.

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O outro destaque da região é o Museu do Gulag (Perm 36). Pra quem não lembra, gulags eram os campos de trabalhado forçados para criminosos ou dissidentes e presos políticos durante a União Soviética.

O museu fica a mais ou menos 90km do centro de Perm e a viagem em ônibus leva 1h45 e custa 200 rublos (15 reais). Mas já aviso que não é fácil achar, principalmente pra que não fala russo. Não tem nenhum ônibus que leve até o museu. Os ônibus te deixam na estrada e depois você ainda tem que caminhar uns quilômetros (45-60 minutos). Pra quem gosta de uma leve aventura, ótimo. Só não pode se esquecer de avisar ao motorista que você quer descer na estação de “Kuchino” para ir ao “Musei Perm 36”. É bom ver o mapa antes porque nem todos conhecem o museu. Uma outra opção é perguntar no albergue pelas excursões. Custam por volta de 1 mil rublos (75 reais). No museu, imperdível assistir ao vídeo que conta a história dos gulags. É pago à parte (10 reais), mas recomendo.

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